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    Templates da Lua

    15/02/2011

    Campo Aberto

    Na ilha de campos abertos que abriga meu coração

    Lá mora o teu nome

    Leveza da asa da borboleta

    Doce mel roubado da abelha.

    Com prazer nirvânico clamo por ti

    É mantra budista, revelado somente a mim

    De imensidão quartena de pares afins...

    Há um caminho que leva aos campos que anseia por ti,

    É passagem livre, está livre, desimpedida.

    Aos teus pés revelar-se-ão os trilhos

    da mais veloz locomotiva

    Se por acaso tiveres interesse ou alguma perspectiva

    Te peço, vens com ternura e carícias

    Traz uma rosa, uma só pois estarei aflita

    Foi no seu rítmo que me encontrei assim perdida...

    "Graças a você", assumo, feliz com a vida

    Então vem, mas depressa! E aproveite a vista

    Prometo, ao adentrares estes campos,

    estarás muito bem acompanhado

    ao que tudo indica!

    Chegue logo que ansiosidade é palavra fria

    Perto do turbilhão que em meu peito frita!

    Traz-me esse sorriso de lamparina

    que aqui ainda é noite, serás  meu guia.

    E ficando, ficando... fica e fica!

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 10h03
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    08/01/2011

    Matando o Tempo?

    Estou só matando o tempo

    Ou o tempo está matando a mim?

    Sentada durante uma tarde inteira

    Mantenho os olhos fixos n'algum lugar

    Que na verdade não existe

    Está dentro de mim

    Estou só matando o tempo

    Ou o tempo mata a mim?

     

    JAINA NAHEMA

     


    Escrito por Jaina Nahema às 01h10
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    05/01/2011

    Olhar de Criança

    Esse par de olhos são como faróis em minha direção

    Que instintivamente me faz proteger o olhar

    São olhos mágicos

    Que lêem as páginas do que há em mim...

    Olhos raio-x!

     

    JAINA NAHEMA


    Escrito por Jaina Nahema às 23h14
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    04/01/2011

    Maldição da Racionalidade

    O ser introspectivo é almadiçoado

    Visualiza seu redor, reflete e compreende a realidade

    Mas não  lhe é permitido enxegar a si mesmo

    Pode distanciar-se do objeto de seu foco

    Pode manter-se em perspectiva

    Mas não de si mesmo!

    É atormentado pelas percepções exteriores,

    Pois procura nelas uma reflexão

    De si próprio.

     

    JAINA NAHEMA 


    Escrito por Jaina Nahema às 00h20
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    23/12/2010

    Enxergando-se

    Há dias eu ouvi uma confissão das mais sofridas:

    Uma pessoa que nunca acreditou num elogio.

    Isso não é exagero, a pessoa tristemente admitiu!

    A ela propuseram uma nova perspectiva:

    e no processo ela chorou do início ao fim.

    Mas o lindo foi o choro de extrema felicidade,

    o último que esta pessoa deu. E sorriu!

    Chorou, pois foi quem nunca existiu

    aos olhares mais importantes,

    aos olhares seus!

    Após algum tempo,

    se permitiu enxergar pela primeira vez.

    E ao ouvir um sincero elogio,

    pôde, então, acreditar!

    Agradeceu.

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 16h04
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    TEMPO DE QUÊ?

    "Há tempo para tudo na vida"

    costumam dizer:

    Há tempo para preocupações

    - mas você quer é relaxar! -

    Há tempos para surras,

    não podemos esquecer de aprontar!

    Há tempo para fazer,

    mas sem deixar de sonhar!

    Há tempo para ser perdoado,

    Mas, quer saber?

    O importante é perdoar.

    Há tempo para esquecer,

    mas sabemos o quanto é bom lembrar!

    Há tempo para chorar...

    e, mais importante, sempre amar...

    A você, é claro! Em primeiro lugar!

    Há tempo para sacrificar...

    Para no futuro, conquistar.

    E há, por fim, o tempo de rir

    Mas o que vale é rir de você mesmo:

    Modus operandi tão eficaz

    Para sempre de bem, estar!

     

    JAINA NAHEMA


    Escrito por Jaina Nahema às 02h16
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    18/12/2010

    Súplicas

    Oh céu, me convida pra morar aí com tuas estrelas!

    Para desenhar histórias na tua pele

    e iluminar os caminhos dos cometas!

     

    Deixa eu ser mais uma beleza

    aos olhares humanos que te contemplam da Terra

    admirando teus mistérios e grandeza!

     

    Oh céu, me deixa subir para teu plano!

    Aqui embaixo não alimento outros planos

    que não o de compartilhar da tua inércia!

     

    Por sua resposta a esta súplica,

    estou eu a esperar com presteza:

    Te peço com coração de poetiza!

     

    JAINA NAHEMA

     

    Comente à vontade! :)


    Escrito por Jaina Nahema às 02h16
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    AOS LEITORES

    Olá pessoal,

    queria agradecer a vocês, que tiram um pedacinho do seu tempo para ler minhas palavras... obrigada pelo apoio e pelas visitas!

    E, aproveitando, gostaria de lembrá-los  que vocês são livres para comentar, argumentar, perguntar, e tudo o mais que tiverem vontade!

    Será uma enorme satisfação saber sobre o que têm a acrescentar,  inclusive faço questão!

    Um fortíssimo abraço em todos!

     

    JAINA NAHEMA


    Escrito por Jaina Nahema às 00h24
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    14/12/2010

    QUANTO TEMPO?

    Quanto tempo leva para definir o que se é?

    Nesse mundo efervecente de infinitas opções,

    Só sei o que não se deve ser...

    Observo as pessoas ao redor.

    Algumas, me parece,

    Já nasceram prontas para ser

    Aquilo tudo o que são.

    Depois olho-me num espelho

    E enxergo um grande vão!

    Tenho um saco vazio em mim...

    Tenho sede por me preencher.

    Pois atualmente,

    Como diz o filósofo mais poeta,

    Eu só sei que nada sei!

     

    JAINA NAHEMA


    Escrito por Jaina Nahema às 15h50
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    Reflexo

    Vejo a sombra do meu passado distante

    Já não sei por onde passei...

    Tive metas... tive a vez!

    Escolhas foram tomadas apressadas

    Dos sonhos em mim escondidos

    Não sei o que se fez.

    Visão cruel atravessa este vidro

    Tirando-me a esperança,

    Tranbordando lucidez!

    Reflete o que há  em mim?

    Talvez!

    ...

    Esse espelho amaldiçoado!

    Foge de mim tudo o que já sonhei!

    Provoca-me a encarar-me,

    A indagar-me,

    Voltarei um dia a ser feliz?

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 15h42
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    12/12/2010

    Silêncio

    O silêncio não me incomoda

    Um dos mais belos sons

    É o som do silêncio

     

    Silêncio não é falta,

    Ele é pensamento

    Silêncio é íntimo aprofundamento

     

    Quem teme o silêncio

    teme seu próprio consciente,

    seus medos e preconceitos

    Teme, enfim, a si mesmo! 

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 18h49
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    POEMA

    Uma poesia é completa em toda sua infinitude

    Das palavras escolhidas à formulação da rima

    Das pausas e silêncios ao fim de uma linha

    Ao suspense que dá inicio à próxima estrofe

     

    É como uma vida nova que apresenta-se aos olhos

    Pulsa a seu próprio ritmo e não a conhecemos

    Até se seguir uma convivência e com ela nos acostumarmos 

    Até desanuviar a sua própria essência

     

    Ler um poema é deparar-se com inumeras possibilidades

    Lê-se devagar ou rapidamente, de cima a baixo, de trás pra frente

    Porque  um poema não é completo por tudo o que ele não diz

    Nem por toda a infinidade de leituras que lhe foi ausente.

     

    JAINA NAHEMA


    Escrito por Jaina Nahema às 17h31
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    11/12/2010

    Resoluções

    Você é livre para ser,

    Para estar, só sendo autorizado

    Querendo permanecer, só depois de ficar

    Nessa ciranda de vida de mil estradas

     

    Escolhes ficar que continuo sendo

    Deixando permanecer é que continuo estando...

    Deixe estar que permaneceremos

    Sendo, ficando, estando, e assim, vivendo

     

    Estar é passagem para quem fica

    Onde e quando permanece, logo sendo...

    Viajando nessa estrada de mil vidas

    Onde em mil estradas vai-se vivendo.

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 03h29
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    À Frente

    Uma imagem estática no instante:

    Balançando um balanço ligeiro

    Criança de vento no rosto

    Com mãos apertadas no ferro

    E um sorriso de infinito, solto

    Suas perninhas ziguezagueam no ar

    A cada impulso ganho:

    Mil borboletinhas no estômago

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 03h09
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    07/12/2010

    Eras

    O choro que rasga a noite

    Penetra ouvidos,

    afiado e pontiagudo

    Das lembranças colecionadas,

    Só o que resta é corrente d'água

    fria e salgada

     

    Mais uma Era que findou

    Entre tantas

    das que permeiam nossas vidas...

    Um gosto de saudade azedo

     que  fica

    na boca de quem pela ultima vez

     o beijou

     

    Mas assim é

     a divina vida

    Não manda recados,

     não avisa

    E de Era em Era vamos

     vivendo

    Com os cacos de alma

     que nos restou...

     

    Jaina Nahema


    Escrito por Jaina Nahema às 18h53
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