

BRASIL, AMAPA, Mulher, Cinema e vídeo, Música, livros, poesias, observação celeste.
MSN - jaina.primo@hotmail.com
Na ilha de campos abertos que abriga meu coração
Lá mora o teu nome
Leveza da asa da borboleta
Doce mel roubado da abelha.
Com prazer nirvânico clamo por ti
É mantra budista, revelado somente a mim
De imensidão quartena de pares afins...
Há um caminho que leva aos campos que anseia por ti,
É passagem livre, está livre, desimpedida.
Aos teus pés revelar-se-ão os trilhos
da mais veloz locomotiva
Se por acaso tiveres interesse ou alguma perspectiva
Te peço, vens com ternura e carícias
Traz uma rosa, uma só pois estarei aflita
Foi no seu rítmo que me encontrei assim perdida...
"Graças a você", assumo, feliz com a vida
Então vem, mas depressa! E aproveite a vista
Prometo, ao adentrares estes campos,
estarás muito bem acompanhado
ao que tudo indica!
Chegue logo que ansiosidade é palavra fria
Perto do turbilhão que em meu peito frita!
Traz-me esse sorriso de lamparina
que aqui ainda é noite, serás meu guia.
E ficando, ficando... fica e fica!
Jaina Nahema
Estou só matando o tempo
Ou o tempo está matando a mim?
Sentada durante uma tarde inteira
Mantenho os olhos fixos n'algum lugar
Que na verdade não existe
Está dentro de mim
Estou só matando o tempo
Ou o tempo mata a mim?
JAINA NAHEMA
Esse par de olhos são como faróis em minha direção
Que instintivamente me faz proteger o olhar
São olhos mágicos
Que lêem as páginas do que há em mim...
Olhos raio-x!
JAINA NAHEMA
O ser introspectivo é almadiçoado
Visualiza seu redor, reflete e compreende a realidade
Mas não lhe é permitido enxegar a si mesmo
Pode distanciar-se do objeto de seu foco
Pode manter-se em perspectiva
Mas não de si mesmo!
É atormentado pelas percepções exteriores,
Pois procura nelas uma reflexão
De si próprio.
JAINA NAHEMA
Há dias eu ouvi uma confissão das mais sofridas:
Uma pessoa que nunca acreditou num elogio.
Isso não é exagero, a pessoa tristemente admitiu!
A ela propuseram uma nova perspectiva:
e no processo ela chorou do início ao fim.
Mas o lindo foi o choro de extrema felicidade,
o último que esta pessoa deu. E sorriu!
Chorou, pois foi quem nunca existiu
aos olhares mais importantes,
aos olhares seus!
Após algum tempo, se permitiu enxergar pela primeira vez. E ao ouvir um sincero elogio, pôde, então, acreditar! Agradeceu.
Jaina Nahema
"Há tempo para tudo na vida"
costumam dizer:
Há tempo para preocupações
- mas você quer é relaxar! -
Há tempos para surras,
não podemos esquecer de aprontar!
Há tempo para fazer,
mas sem deixar de sonhar!
Há tempo para ser perdoado,
Mas, quer saber?
O importante é perdoar.
Há tempo para esquecer,
mas sabemos o quanto é bom lembrar!
Há tempo para chorar...
e, mais importante, sempre amar...
A você, é claro! Em primeiro lugar!
Há tempo para sacrificar...
Para no futuro, conquistar.
E há, por fim, o tempo de rir
Mas o que vale é rir de você mesmo:
Modus operandi tão eficaz
Para sempre de bem, estar!
JAINA NAHEMA
Oh céu, me convida pra morar aí com tuas estrelas!
Para desenhar histórias na tua pele
e iluminar os caminhos dos cometas!
Deixa eu ser mais uma beleza
aos olhares humanos que te contemplam da Terra
admirando teus mistérios e grandeza!
Oh céu, me deixa subir para teu plano!
Aqui embaixo não alimento outros planos
que não o de compartilhar da tua inércia!
Por sua resposta a esta súplica,
estou eu a esperar com presteza:
Te peço com coração de poetiza!
JAINA NAHEMA
Comente à vontade! :)
Olá pessoal,
queria agradecer a vocês, que tiram um pedacinho do seu tempo para ler minhas palavras... obrigada pelo apoio e pelas visitas!
E, aproveitando, gostaria de lembrá-los que vocês são livres para comentar, argumentar, perguntar, e tudo o mais que tiverem vontade!
Será uma enorme satisfação saber sobre o que têm a acrescentar, inclusive faço questão!
Um fortíssimo abraço em todos!
JAINA NAHEMA
Quanto tempo leva para definir o que se é?
Nesse mundo efervecente de infinitas opções,
Só sei o que não se deve ser...
Observo as pessoas ao redor.
Algumas, me parece,
Já nasceram prontas para ser
Aquilo tudo o que são.
Depois olho-me num espelho
E enxergo um grande vão!
Tenho um saco vazio em mim...
Tenho sede por me preencher.
Pois atualmente,
Como diz o filósofo mais poeta,
Eu só sei que nada sei!
JAINA NAHEMA
Vejo a sombra do meu passado distante
Já não sei por onde passei...
Tive metas... tive a vez!
Escolhas foram tomadas apressadas
Dos sonhos em mim escondidos
Não sei o que se fez.
Visão cruel atravessa este vidro
Tirando-me a esperança,
Tranbordando lucidez!
Reflete o que há em mim?
Talvez!
...
Esse espelho amaldiçoado!
Foge de mim tudo o que já sonhei!
Provoca-me a encarar-me,
A indagar-me,
Voltarei um dia a ser feliz?
Jaina Nahema
O silêncio não me incomoda
Um dos mais belos sons
É o som do silêncio
Silêncio não é falta,
Ele é pensamento
Silêncio é íntimo aprofundamento
Quem teme o silêncio
teme seu próprio consciente,
seus medos e preconceitos
Teme, enfim, a si mesmo!
Jaina Nahema
Uma poesia é completa em toda sua infinitude
Das palavras escolhidas à formulação da rima
Das pausas e silêncios ao fim de uma linha
Ao suspense que dá inicio à próxima estrofe
É como uma vida nova que apresenta-se aos olhos
Pulsa a seu próprio ritmo e não a conhecemos
Até se seguir uma convivência e com ela nos acostumarmos
Até desanuviar a sua própria essência
Ler um poema é deparar-se com inumeras possibilidades
Lê-se devagar ou rapidamente, de cima a baixo, de trás pra frente
Porque um poema não é completo por tudo o que ele não diz
Nem por toda a infinidade de leituras que lhe foi ausente.
JAINA NAHEMA
Você é livre para ser,
Para estar, só sendo autorizado
Querendo permanecer, só depois de ficar
Nessa ciranda de vida de mil estradas
Escolhes ficar que continuo sendo
Deixando permanecer é que continuo estando...
Deixe estar que permaneceremos
Sendo, ficando, estando, e assim, vivendo
Estar é passagem para quem fica
Onde e quando permanece, logo sendo...
Viajando nessa estrada de mil vidas
Onde em mil estradas vai-se vivendo.
Jaina Nahema
Uma imagem estática no instante:
Balançando um balanço ligeiro
Criança de vento no rosto
Com mãos apertadas no ferro
E um sorriso de infinito, solto
Suas perninhas ziguezagueam no ar
A cada impulso ganho:
Mil borboletinhas no estômago
Jaina Nahema
O choro que rasga a noite
Penetra ouvidos,
afiado e pontiagudo
Das lembranças colecionadas,
Só o que resta é corrente d'água
fria e salgada
Mais uma Era que findou
Entre tantas
das que permeiam nossas vidas...
Um gosto de saudade azedo
que fica
na boca de quem pela ultima vez
o beijou
Mas assim é
a divina vida
Não manda recados,
não avisa
E de Era em Era vamos
vivendo
Com os cacos de alma
que nos restou...
Jaina Nahema